Alguns comentários sobre o percurso do brevet do dia 22/02/2014

Aos que irão ao brevet de Mongaguá no sábado, estou escrevendo* esta publicação para descrever um pouco o percurso que vocês irão pedalar.

O texto é meio longo, mas para quem não conhece o percurso é bom dar uma lida.

Primeiramente, vamos apresentar a rota. Para quem não a conhece, aqui vai a Senhora Rota:

BRM 200km Mongaguá

BRM 200km Mongaguá

Serão quase 207 km com uma altimetria bem tranquila, com aproximadamente 950m de subida acumulada. Para quem já participou dos outros brevets do Randonneurs Mogi das Cruzes ou do Audax Randonneurs São Paulo, achará o relevo deste brevet bem fácil.

Documentação:

termo-de-responsabilidade

Planilha Brevet 200 Mongaguá

Instruções de prova_Mongaguá

Um pequeno resumo do percurso:

– Estradas:

Rodovia Padre Manoel da Nóbrega – SP 55: Serão aproximadamente 170 km (ida e volta) nesta rodovia, com acostamento em pelo menos 95% desta quilometragem, a exceção é algumas subidas onde a acostamento dá lugar a uma faixa adicional (duas na ida e duas na volta);

Na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega entre Mongaguá e o acesso da CESP em Itanhaém, vocês encontrarão o trecho com maior trânsito de veículos automotores, então recomendo muito cuidado nos trevos de acesso aos bairros de Mongaguá e Itanhaém. Depois da CESP – Itanhaém até o acesso a Régis Bittencourt o trânsito de veículos automotores é bem menor, mesmo assim cuidado nos demais acessos dos bairros de Itanhaém, Peruíbe, Itariri e Pedro de Toledo.

Rodovia Régis Bittencourt – BR 116: Serão 32 km (ida e volta) nesta rodovia, com acostamento em 100% do percurso.

Na Régis Bittencourt o trânsito de veículos automotores volta a ser intenso, principalmente caminhões! Então não aconselho ninguém à pedalar muito próximo da faixa branca que separa a faixa da direita do acostamento.

Rodovia Prefeito Casemiro Teixeira – SP 222: Serão pouco menos de 1 km nesta rodovia, apenas para fazer o retorno após o PC 2 e voltar a BR 116 sentido São Paulo, Pedro de Toledo.
O retorno fica logo após a placa do km 0 da rodovia.

– Asfalto:

O asfalto do acostamento da Padre Manoel da Nóbrega, varia de liso de Mongaguá a Peruíbe a um pouco rugoso de Peruíbe a BR116. E com certeza é o melhor trecho para pedalar neste brevet no quesito asfalto.

Já na Régis Bittencourt não posso dizer a mesma coisa, apesar de ser um acostamento relativamente largo, após o Posto Fazendeiro algum iluminado resolveu dar a brilhante ideia, de fazer umas caneletas ou frisos atravessando o acostamento transversal, para escoar a água da pista nas chuvas, então de 10 em 10m ou de 20 em 20m tem esses frisos ou canaletas, isso num trecho de aproximadamente uns 8 a 9 km na ida e uns 5 km na volta. Ruim para todos, tanto para quem vai de pneus 26X1,5 a 700X23, mas quanto mais fino for o pneu, pior será!

Importante: Vocês vão reparar que próximo a faixa branca que separa a pista do acostamento, existe uns 15 a 20 cm de asfalto liso, sem os frisos. A tentação de pedalar ali é muito grande, mas pelo amor de DEUS ou de suas VIDAS não façam isso!!! Pois é muito arriscado devido ao grande fluxo de caminhões nesta estrada!

– Relevo:

Como já disse antes, a altimetria deste brevet é bem tranquila, é um excelente percurso para quem nunca fez um brevet 200 e está iniciando nas longas distâncias.

Da largada ao PC 1 não existe serras, é tudo plano, subidas só as dos viadutos na rodovia, então é uma boa oportunidade de imprimir um ritmo mais forte e aproveitar o vento que geralmente é a favor na ida, serão quase 52 km até o PC 1.

Após o PC 1 apareceram algumas pequenas subidas antes de Itariri e a maior subida da ida será após os trevos de Pedro de Toledo, com 74 km pedalados, será uma subida de pouco menos de 2 km, após ela mais algumas subidas suaves ou falsos planos até o PC 2 e até o retorno no acesso a SP 222.

Com a chegada das subidas, também terão início ao trecho mais bonito dos brevet, com belas serras rodeando a estrada.

Como a volta é pelo mesmo percurso, não terá diferença no relevo, o que pode acontecer de diferente da ida, é a presença do vento contra ou quase contra, que é comum na região.

Quando chegarem ao PC 3, que na ida foi o PC 1 não terão mais subidas, tudo plano novamente, e o inimigo de vocês pode ser o tédio dos retões e da paisagem, aliados a um possível vento contra e a vontade de chegar!

– PC’s e locais de abastecimento:

PC 1 / PC 3 – Posto BR Ana Dias – Trevo de Ana Dias no km 356 da P.M. Da Nóbrega: Conta com uma pequena loja de conveniência e um restaurante 24h ao lado do mesmo, instalações simples, com sanitários e opção de ducha paga. Sinal de internet Wi-Fi liberado.

PC 2 – Restaurante e Lanchonete no Posto Alvorada – Km 398 da Régis Bittencourt: Conta com uma excelente estrutura, opções de lanches e refeições, sanitários e duchas grátis para quem consumir no local. Sinal de internet Wi-Fi com senha (perguntar aos funcionários do restaurante).

– Abastecimento no percurso:

Da largada até o PC 1:

Da largada em Mongaguá até o acesso principal de Peruíbe (39,3 km), vocês terão muitas opções de abastecimento a beira da rodovia, nos bairros de Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe. As opções vão de feiras livres, sorveterias, lanchonetes, padarias, postos de gasolina, mercados e até bicicletarias.

De Peruíbe ao PC 1 estas opções diminuem bastante, mesmo assim vcs não pedalaram mais de 20 km sem a opção de encontrar um local de abastecimento de água ou de comprar algo para comer.

PC 1 ao PC 2:

Do PC 1 ao PC 2 também não existe a abundância do trecho inicial, mas não terão que pedalar mais que 15 km entre uma opção e outra de abastecimento, neste trecho existem opções de abastecimento em Itariri, Pedro de Toledo, no Ponto do Coco (km 385 da P.M. Nóbrega) que conta até com uma bica d’água, Posto Fazendeiro, etc.

PC 2 ao PC 3 / PC 3 a chegada:

Como o percurso de ida é igual ao de volta, idem ao que foi descrito acima.

Algumas recomendações:

  • Bicicleta revisada e em perfeitas condições;
  • Bomba de ar, câmeras, ferramentas básicas;
  • Lanterna pois não sabemos o que pode acontecer durante o dia. Vai que o dia vira noite;
  • Pisca traseiro afixado na bicicleta. De preferência com pilhas;
  • Colete! Não esqueçam do colete. Se não tiver, procurem em lojas de equipamento de proteção individual ou colem fitas 3M (daquelas usadas por caminhões) na roupa;
  • Preciso falar do capacete?
  • Cheguem no horário. Início da vistoria às 6:30 e saída às 7:00 (espero) sem atraso;
  • Se preparem psicologicamente para o pedal. Não temos carro de apoio, resgate  e nem nada. Cada ciclista estará em uma jornada individual e, sendo assim, será responsável pela própria segurança e pela segurança do outro.
  • se hidratem e mantenham-se alimentados. Não pedalem com fome.
  • levem um celular carregado. Qualquer emergência, não hesitem em ligar para os números presentes no passaporte.
  • O termo de responsabilidade, devidamente preenchido, deverá ser apresentado no ato da vistoria;

Programação para o dia 22/02

  • Início da vistoria e assinatura dos termos de compromisso: 6:30. No espaço de Eventos Dudu Samba. Avenida Dudu Samba, S/N
  • Largada, às 7:00 (espero);
  • Chegada no mesmo ponto da largada;
  • Distribuição de certificados conforme os ciclistas forem chegando e os passaportes auditados;

Postos de Controle

PC Abertura Fechamento
Mongaguá – Largada 7:00 8:00
Ana Dias – Posto BR 8:43 10:26
Miracatu – Posto D. Pedro 10:19 13:38
Ana Dias – Posto BR 12:09 17:18
Mongaguá – Chegada 13:50 20:30

Bom o principal é isso, espero que as informações ajudem o pessoal que vai participar do brevet, qualquer dúvida estarei a disposição.

Uma boa semana a todos, e nos vemos em Mongaguá!

* Este post foi escrito pelo pessoal do Randonneurs Litoral e com algumas alterações do cabra que mantém este humilde blog.

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6 Responses to Alguns comentários sobre o percurso do brevet do dia 22/02/2014

  1. Excelente post Rafael 🙂

    Não esqueceu nem das malditas canaletas. ( Muito bem colocada a situação de NÃO PEDALAR próximo a faixa branca para fugir das canaletas, é mesmo muito perigoso porque ali os caminhões passam lambendo ). Os speeds vão xingar muito … rsrs

    A subida em Toledo é conhecida por Serrinha de Toledo, e é realmente a única subida considerável que temos na região, ( cuidado com os caminhões nas curvas e com canaletas que surgem ao lado direito ).

    Ps. Não sei como os Rodoviários agirão quando virem tantos ciclistas na estrada.

    Nós aqui do Litoral estamos muito ansiosos pelo primeiro Brevet nesta região. Pela primeira vez não iremos precisar dormir de barraca antes da Prova.

    Boa Pedalada a todos ! Suerte amigos, desfrutem !

    • rdmeneze says:

      Bom, o grosso do post foi escrito pelo Vinícius (aka, Randonneurs Litoral). Eu só dei um tapa para deixar mais com a cara dos textos que eu escrevo. Os créditos são 90% dele.

      Agora será eu que vou dormir em barraca.

    • rdmeneze says:

      Sobre os rodoviários, nem eu sei como eles agirão.
      Na verdade, nem quero saber.

  2. Parabéns a Organização de Prova pela iniciativa do Evento na região

    BOA PROVA A TODOS

    SEGURANÇA NO TRANSITO PARA CICLOTURISMO

  3. Fred says:

    Ok…vamos lá!

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