Relato de Participação: Ricardo Watanabe

Peguei este relato de participação do Ricardo Watanabe no fórum do pedal.com.br: cara aguerrido e com vontade de terminar o percurso proposto. Fez o brevet sem fingimento e deixou a brutalidade aflorar:

rdias e voluntários do Randonneurs Mogi,

Obrigado pelo maravilho brevet Mogi-Igaratá! 

Mogi das Cruzes – Igaratá foi desafiante. Subidas ingremes e difíceis e decidas que exigiam muita atenção e perícia do ciclista. Esse foi um brevet para ficar na lembrança.

Certo que, enquanto escalava a serra de Santa Branca, a minha vontade era pegar o sujeito que desenhou aquela rota na porrada, mas, quando cheguei em Mogi, um certo sentimento masoquista já ansiava pela abertura das inscrições para Cedro… 🙂

O calor estava de rachar! Como confiei na previsão do tempo, acreditei que teríamos tempo fechado, quiçá até mesmo chuva. Então levei minha capa de chuva… Bom, o calor judiou e muito: muitas cãibras por conta do calor (braço, coxas, panturrilha e dedos do pé), tudo começou assim que passei o SAU da D. Pedro I. 

De Igarata até Santa Branca, as cãibras atacaram. Em Santa Branca parei no Rainha do Pão, descansei um pouco, e fiz uma compressa, improvisada com uma garrafa de água gelada, nas coxas (já tinha feito isso em Igaratá). As cãibras aliviaram e consegui pedalar uma boa parte da serra de Santa Branca, empurrando quando o esforço fazia as pernas fisgarem.

O calor começou a diminuir quando cheguei em Salesópolis. Com o ar mais frio as cãibras deram uma aliviada, mas ainda era uma ameaça. Há uns dez quilômetros do portal de Salesópolis meu pneu furou. A parada para trocar o pneu ajudou e dali para frente não senti mais cãibras e consegui voltar a pedalar num ritmo bom. Nessa parada para trocar o pneu, fiquei trocando ideia com o Paulo e outro colega, que esqueci de perguntar o nome. 

Pouco antes de cruzar o rio Tietê, o ar mais frio fez os meus óculos embaçarem. Briguei umas duas ou três vezes com eles, sempre parando para desembaçar (meu medo era fazer isso o resto do percurso, mas felizmente só tive esse problema por um ou dois quilômetros. Antes disso, na subida da serra no sentido Santa Branca-Salesópolis fui obrigado a trocar de óculos, também porque estavam embaçando, mas ali era o excesso de suor no rosto e a falta de vento que faziam embaçar).

Vencido a cãibra e o problema com os óculos, voltei a pedalar com bom ritmo. Só precisei reduzir por conta de um acidente de carro, logo depois de Biritiba Mirim. Segui pedalando forte até Mogi das Cruzes.

Foi um belo brevet. O Randonneurs Mogi está de parabéns!

O Caminho das Montanhas entre Santa Branca e Salesópolis

O Caminho das Montanhas entre Santa Branca e Salesópolis

Nós é que temos que agradecer a presença de todos. Vamos lá nos desafiar novamente dia 10/01, no clássico Bairro do Cedro?

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