Ah, o calor!

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Quente, de rachar o côco!

Faltando 20 minutos para chegar em Mogi das Cruzes, o termômetro marcou 42 infernais graus Celsius. Tivesse sido no Bairro do Cedro e teria ficado por lá mesmo.

O percurso foi mais um escolhido a dedo pela galerinha audaciosa do clube Randonneurs Mogi das Cruzes, gente sem noção, que escolhe as melhores estradas com as piores subidas. Uma delícia!

A ida até Guararema enganou bem. Com uma descida longa, cheguei a 70 por hora só no embalo. Na volta, seguindo o ritmo forte do Henrique e do Luiz, a subida passou despercebida.

O Luiz, descobri com o tempo, é ciclista de elite e corre as principais provas do Brasil. Como me disse, não é escalador, especialista em subidas, mas se “defende bem”. Eu que não quero estar no meio de um ataque dos colegas dele!

Pra quem entende dos números, ele estava subindo inclinações de 10% com relação de 39×23, a 140bpm. Pra quem não é do ramo, o cara é tipo o He-Man. Luiz Ortiz Junior, o Mancha, resumiu como “mais um dia sem mistério, 210km em 6h30”. Meu resumo: eu juro que é possível, eu vi!

Depois de 100 quilômetros andando junto, como se fosse alguém, cai na real e fui para o meu lugar, 1h atrás dele. Por sorte, entrei no meu ritmo um pouco antes de atingir o cansaço máximo, bloqueante, a tal parede, que chegaria logo, logo se não tivesse dado um tchauzinho na terceira vez que ele olhou pra trás.

Mas não fiquei sozinho. O sol estava acompanhando, grudado, bem juntinho, com o seu calorzinho aconchegante. Na volta de Cedro, uma única subida maior e várias menores. O bom das subidas menores é que acabam rápido. O ruim é que voltam sempre.

De Salesópolis a Mogi, resolveram ligar o sol no máximo. Num trecho longo, sem sombra, cheguei a sentir cheiro de queimado, de cabelo queimado. Mas estava acabando. Agora, quanto mais rápido chegasse, melhor. Acelerei um pouquinho, o que dava, e cheguei!

Esse foi, talvez, o dia mais quente que já estive na estrada. A sensação, sem dúvida, foi essa. Pra fugir do calor, acabei o mais rápido que pude, com 7h30.

Pelo menos, o céu estava bonito.

Peguei esse relato do tumblr do Kleto: http://zletokan.tumblr.com/

 

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